Valência

Por Aline Costa

  

  • Destino: Valência
  • País: Espanha
  • Ano de Fundação: 138 a.C                           
  • Moeda: Euro
  • Idioma Oficial: Castelhano
  • Religião Predominante: Católica
  • Regime de Governo: Monarquia
  • Feriados Oficiais:
  • 01° de Janeiro – Ano Novo
    06° de Janeiro – Dia de Reis Magos Do Reyes
    28° de Fevereiro – Dia da Andaluzia
    19° de Março – Dia de São José
    23° de Abril – Dia de Aragão
     01° de Maio – Dia do Trabalho
    15° de Agosto – Assunción de la Virgen
    09° de Outubro – Dia da Valência
    12° de Outubro – Dia da Hispanidade
    01° de Novembro – Dia de Todos os Santos
    06° de Dezembro – Dia da Constituição
    08° de Dezembro – Imaculada Concepção
    25° de Dezembro – Natal
    Números de Habitantes: 797 654            
  • Número de Aeroportos: 1
  • Aeroporto: Valência (VLC)          
  • Companhias que voam para o destino: Air France (AF), Klm (KL),Aerolineas (AR),American (AA),Lufthansa (LH),Tam (JJ).British Airways (BA),Tap (TP) ,Delta (DL),Alitalia (AZ),Iberia (IB),Swiss Air (LX),United (UA),Continental (CO)
  • Principais Pontos Turísticos:

Catedral de Valência
Monumento Miguelete
Instituto Valenciano de Arte Moderna
Museu de Belas Artes de Valência
Museu Taurino
Parque de Cabecera
Parque Gulliver
Cidade das Artes e das Ciências
Torres de Serranos
Mercado Central
Mercado de Colón
Museu Paleontológico
La Malvarrosa
Cabanyal
Pinedo

  • História: Em 138 a.C. Valência foi fundada, sob o nome de Valentia Edetanorum, pelos romanos, à época em que era cônsul Décimo Júnio Bruto Galaico. É, por isso, uma das mais antigas cidades da Espanha atual. Em meados do século I ocorria na cidade um considerável crescimento urbano, motivado pela existência de um porto, e já começava a formar-se uma primitiva comunidade cristã no início do século IV. No século V surgiram as primeiras ondas invasivas dos povos germânicos (especialmente dos visigodos), e os edifícios romanos adaptam-se progressivamente a uma cidade cristã. A cidade desenvolveu-se com a ocupação dos árabes, que a conquistaram no ano de 718. Valência era governada por Agréscio quando foi sitiada pelos invasores. Tanto Agréscio, o defensor, como Tariq, o atacante, sabiam que a situação era complexa e negociaram uma capitulação vantajosa para os cristãos, obtendo, tal como sucederia 500 anos depois no sentido inverso, a entrega da cidade aos sitiantes. Todos os habitantes puderam continuar a viver nas suas casas, com direito à prática da sua religião e à sua organização jurídica e administrativa, desde que aceitassem a autoridade política e militar dos conquistadores e o pagamento de impostos.
    Abd al-Allah, filho de Abd al-Raman I (primeiro emir de Córdova), instalou-se em Balansiya (nome de Valência em árabe), e exerce um governo autónomo na área de Valência. Este traz para a cidade a sua língua, religião e costumes, que convivem com a dos habitantes originais, os moçárabes, que eram herdeiros da cultura hispanovisigoda e tinham como religião o cristianismo e como língua o moçárabe.
    Começou o reino da Taifa de Valência pelos descendentes de Almançor. Foi a época de máximo esplendor da cidade, onde se criaram sistemas de rega, se desenvolveu a agricultura e aumentou o comércio com as regiões cristãs.
    Fazendo parte da conquista da taifa de Balansiya, em 1238 o rei da Coroa de Aragão, Jaime I, conquistou a cidade com a ajuda de tropas da Ordem de Calatrava. Realizou-se a divisão das terras como ficou testemunhado no Llibre del Repartiment. Foi nessa época que se assistiu a um grande desenvolvimento das áreas comerciais e artesanais. Em 1251 criaram-se os Furs de Valência (els Furs) que anos depois se tornariam estendidos ao resto do Reino de Valência.
    Em 1348 a Peste Negra e sucessivas epidemias dizimaram a população da cidade enquanto estalava uma revolta popular contra os excessos do rei, a guerra da União. Em 1356, foram construídas novas muralhas, ampliando a superfície da cidade. Em 1363 e 1364 a cidade repele por duas vezes o assalto das tropas castelhanas. Como prémio, o Rei Pedro, o Cerimonioso concede à cidade o título de “Duas vezes leal”, que está representado pelos dois LL que ostenta o seu escudo.
    Em 1391 os cristãos assaltam o bairro judaico, e obrigam os judeus a converter-se ao cristianismo. Em 1456 os árabes de Valência sofrem a mesma sorte. Valência foi capital de um dos dois Governos em que se dividia o reino: o de Valência e o de Orihuela.
    No século XV, Valência atingiu o seu máximo esplendor com a atividade comercial e financeira, possibilitando um importante desenvolvimento urbanístico e cultural. Surgiram conventos, hospitais e jardins, dentro e fora da muralha. Nesta altura, foi construída em estilo gótico e dentro do recinto amuralhado La Loja.
    Esse período é conhecido como o Século de Ouro Valenciano. É acompanhado de um crescimento demográfico que colocou a cidade como a mais povoada na Coroa de Aragão. É reativado o comércio com a criação da Taula de canvis, e com a construção da Loja da Seda e dos Mercaderos (1482).
    Em princípios do século XVIII, durante a Guerra de Sucessão Espanhola (Os Bourbons contra os Austriacistas), o Reino de Valência alinhou-se com o Arquiduque Carlos de Áustria. Depois da vitória dos Bourbons na batalha de Almansa, em 25 de abril de 1707, e como castigo, os furs de Valência foram derrogados, e introduziu-se o direito castelhano como lei básica mediante os Decretos do novo plano, promulgados por Filipe V. Deste modo o Rei mudou a capital do reino para Orihuela como modo de ultrajar a cidade, e ordenou que se reunisse a Audiência com o Vice-Rei de Valência, o Cardeal Luis de Belluga, bispo de Cartagena. O Cardeal Belluga opôs-se à mudança de capital tendo em conta a proximidade de Orihuela como centro religioso, cultural e recentemente político em relação a Múrcia (capital de outro Vice-reino e de diocese). Tendo ainda em atenção o seu ódio por Orihuela a qual bombardeou e saqueou incessantemente durante a Guerra de Sucessão Espanhola, abandonou o Vice-Reino de Valência como meio de protestar junto do Rei Filipe V que finalmente devolveu o estatuto de capital a Valência.
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Praga

Por Aline Costa 

  • Destino: Praga
  • País: República Checa
  • Ano de Fundação: Séc IX
  • Moeda: Coroa Checa
  • Idioma Oficial: Checo
  • Religião Predominante: Católica
  • População: 1,18 milhões
  • Regime de Governo: Parlamentarismo 
  • Feriados Oficiais:
    01º de Janeiro – Fundação Da  República  Checa e Ano novo
    08º de  Maio – Dia Da Libertação
    05º de Julho – Dia Dos Evangelizadores Eslavos, São Cirílio e São Metódodio
    06º de Julho – Dia  da Morte do Mestre  Jan Hus
    28º de Setembro – Dia do Estado Checo
    28º de Outubro – Dia Da Fundação Do Estado Independente Checoslovaco
    17º de Novembro – Dia da Luta pela Liberdade e Democracia
    25º de Dezembro – Natal 
  • Aeroporto: Ruzyne (PRG)
  • Principais Cias que voam para o destino: Tam (JJ), Lufthansa( LH), Air france (AF), Swiss (LX),Iberia(IB)  Emirates  (EK),Alitalia (AZ),Tap (TP),Iberia (IB), Delta (DL), Klm (KL)
  • Principais Pontos Túristicos:

Castelo de Praga
Catedral San Vito
Palácio Salm
Palácio Real
Palácio Schwarzenberg
Palácio do Arcebispo
Palácio Sternber
Ponte Carlos
Casa Dançante 
Museu Nacional
Teatro Tyl
Estátua de São Venceslau

  • Temperatura Média:
    Verão: 21° C
    Inverno: 01° C
  • Fuso Horário em Relação a Brasília: -4 Horas
  • História: Durante milhares de anos, as primitivas praças da moderna Praga foram passagem obrigatória nas rotas comerciais que atravessavam a Europa de norte a sul. Numerosos resquícios paleolíticos e neolíticos atestam a existência de povoações agrícolas entre os anos 5000 e 2700 a.C.
    Os celtas estabeleceram povoados nessa zona nos séculos IV e III a.C., mas as primeiras notícias de um assentamento permanente em Praga remontam ao século IX, quando, segundo a lenda, a princesa Libuse e seu marido Premysl fundaram a cidade que, governada pela dinastia por eles iniciada e que permaneceu no poder entre os séculos IX e XIV, se converteu no núcleo político do reino da Boêmia e num dos mais importantes centros comerciais da Europa medieval.
    A expansão econômica se refletiu na topografia da cidade que, após a construção em 1170 da primeira ponte de pedra sobre o rio, ampliou seu perímetro primitivo com a Staré Mesto (Cidade Antiga). Praga cresceu ainda mais em 1257, com a fundação, junto às muralhas do castelo de Hradcany, da Malá Strana (Cidade Pequena), bairro povoado exclusivamente pelos colonos e comerciantes alemães.
    Entre 1346 e 1378, o imperador alemão Carlos IV de Luxemburgo estabeleceu a capital de seu império na cidade, que experimentou novas fases de florescimento em 1348, com a fundação da universidade, convertida pouco depois no núcleo do nacionalismo checo, e da Nové Mesto (Cidade Nova), junto à Staré Mesto, e em 1357, com a construção da ponte de Carlos. A rivalidade entre as populações tcheca e alemã, esta integrada pela burguesia e pela alta hierarquia eclesiástica, foi o estopim, no século XV, da insurreição hussita. O conflito foi inspirado pelos sermões do reformador protestante Jan Hus e culminou com o que se chamou de a primeira defenestração de Praga, em que os dirigentes da cidade foram atirados pelas janelas da sede do governo pelo povo enfurecido.
    Em 1526, a ascensão da dinastia católica dos Habsburgos ao trono boêmio pôs fim ao breve período de paz e prosperidade da cidade. A segunda defenestração de Praga, em 1618, e a derrota das tropas checas na batalha da montanha Branca, em 1620, precipitaram a eclosão da Guerra dos Trinta Anos, durante a qual Praga foi ocupada por saxões e suecos , e o declínio econômico da cidade, cuja recuperação só ocorreria no século XVIII. Principal centro dos triunfos que em 1848 levaram à vitória do nacionalismo checo contra a dominação austríaca, Praga tornou-se em 1918 a capital da nova e independente república da Checoslováquia. Os pactos de Munique, de 1938, cederam a cidade e o país à Alemanha nazista até o final da segunda guerra mundial, quando a Checoslováquia passou para a órbita da união soviética. Em 1968 a cidade foi cenário do movimento popular que se tornou conhecido como Primavera de Praga, que resultou na invasão das tropas do Pacto de Varsóvia. As manifestações populares de repúdio à ocupação se multiplicaram e foram reprimidas com violência. Em 31 de dezembro de 1992, com a dissolução dos laços que uniam checos e eslovacos numa federação única, Praga deixou de ser a capital da Checoslováquia e passou a ser capital da República Checa.

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Cabo Frio

Por Aline Costa

 

  • Destino: Cabo Frio
  • Estado: Rio de Janeiro
  • País: Brasil
  • Ano de Fundação: 1615
  • Moeda: Real
  • Idioma Oficial: Português
  • Religião Predominante: Cristianismo
  • Regime de Governo: Democracia Republicana
  • População: 101.401
  • Feriados Oficiais:
    01º de Janeiro – Confraternização Universal
    20º de Janeiro – São Sebastião (Padroeiro da Cidade)
    21º de Abril – Tiradentes
    22º de Abril – Sexta Feira Santa  
    01º de Maio – Dia do Trabalho
    23º de Junho – Corpus Christi
    07º de Setembro – Independência do Brasil
    12º de Outubro – Nossa Senhora Aparecida
    02º de Novembro – Dia de Finados
    15º de Novembro – Proclamação da República
    20º de Novembro – Dia da Consciência Negra
    25º de Dezembro – Natal
  • Aeroportos: Cabo Frio (CFB)
  • Companhias que Voam para o Destino:  Trip (8R)  
  • Principais Pontos Turísticos: 

Praia do Foguete 
Praia das Conchas 
Casa-Ateliê Carlos Scliar 
Museu do Surfe 
Praia Brava
Ilha Do Japonês
Praia Do Forte
Praia Das Dunas
Praia Do Péro
Canal Do Itajurú
Dormitório Das Garças
Forte De São Matheus
Fonte Do Itajarú
Ponte Feliciano Sodré
Anjo Caído

  • História: A ocupação humana das terras onde viria se estabelecer o município de Cabo Frio teve início há mais ou menos seis mil anos, quando um pequeno bando nômade de famílias chegou em canoas pelo mar e acampou no Morro dos Índios até então pequena ilha rochosa na atual barra da Lagoa de Araruama e ponto litorâneo extremo da margem de restinga do Canal do Itajuru.
    Conforme as evidências arqueológicas encontradas nesse “sambaquí”, que mais tarde seria abandonado pelo esgotamento de recursos para sobrevivência, o grupo nômade dispunha de tecnologia rudimentar e baseava-se numa economia de coleta, pesca e caça, onde os moluscos representavam quase todo o resultado do esforço para fins de alimentação e adorno. Há mais de 1.500 anos, os guerreiros indígenas tupinambás começaram a conquista do litoral da região.
    Os restos arqueológicos das aldeias Tupinambás estudados na região de Cabo Frio (Três Vendas em Araruama e Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia em São Pedro da Aldeia) e também nos acampamentos de pesca (Praia Grande no Arraial do Cabo) evidenciam uma adaptação ecológica mais eficaz que a dos bandos nômades pioneiros. O profundo conhecimento biológico da paisagem regional, em particular a Lagoa de Araruama e dos mares costeiros riquíssimos em recursos naturais, fez com que o pescado se tornasse a base alimentar dos tupinambás, reforçada pela captura de crustáceos, gastrópodes e moluscos.
    A vegetação de restingas e mangues da orla marítima ofereciam excepcionais possibilidades de coleta de recursos silvestres, o que levou ainda a horticultura de várias espécies botânicas, destacando-se a forte presença da mandioca no cardápio e ao domínio das técnicas de cerâmica. A caça, atividade masculina exclusiva, era muito importante como complemento de proteínas na dieta alimentar dos grupos locais.
    Os índios tupinambás batizaram a região de Cabo Frio como Gecay, único tempero da cozinha, feito com sal grosso cristalizado. Nos terrenos onde viria se estabelecer a Município de Cabo Frio, foram encontrados quatro possíveis sítios tupinambás. Os dois primeiros, o Morro dos Índios e a Duna Boavista, apresentavam indícios de serem acampamentos de pesca e coleta de moluscos, enquanto o terceiro, a Fonte do Itajuru, próxima do morro de mesmo nome, era a única forma segura de abastecimento de água potável e corrente disponível na restinga.
    Na referida elevação junto a fonte, o atual Morro da Guia, acha-se o sítio mais importante da região e um dos mais relevantes do Brasil pré-histórico: o santuário da mitologia tupinambá, formado pelo complexo de pedras sagradas do Itajuru (“bocas de pedra” em tupi-guarani). Sobre estes blocos de granito preto e granulação finíssima, com sulcos e pequenas depressões circulares, os índios contavam histórias dos seus heróis feiticeiros que ensinavam as artes de viver e amar a vida. Quando estes heróis civilizadores morriam, transformavam-se em estrelas, até que o sol decidisse enviá-los ao itajuru, sob forma de pedras sagradas, para serem veneradas pela humanidade. Caso fossem quebradas ou roubadas, todos os índios desapareciam da face da terra.
    Em 1503, a terceira expedição naval portuguesa para reconhecimento do litoral brasileiro, sofreu um naufrágio em Fernando de Noronha e a frota remanescente se dispersou. Dois navios, sob o comando de Américo Vespúcio, seguiram viagem até a Bahia e depois até Cabo Frio. Junto ao porto da barra de Araruama, os expedicionários construíram e guarneceram com 24 “cristãos” uma fortaleza feitoria para explorar o pau-brasil, abundante na margem continental da lagoa.
    Em 1512, este estabelecimento comercial-militar pioneiro, que efetivou a posse portuguesa da “nova terra descoberta” e deu início a conquista no continente americano, e que foi destruído pelos índios tupinambás em função das “muitas desordens e desavenças que entre eles houve” em 1526. Os franceses traficavam pau-brasil e outras mercadorias com os índios, na costa brasileira, desde 1504. Durante as três primeiras décadas do século XVI, praticamente restringiram sua atuação ao litoral da região nordeste.
    A partir de 1540, por causa do rigoroso policiamento naval português nestes mares, os franceses exploraram o litoral e levantaram os recursos naturais de Cabo Frio. Em 1556, construíram uma fortaleza-feitoria para exploração de pau-brasil, na mesma ilhota utilizada anteriormente pelos portugueses, junto ao porto da barra de Araruama. A “Maison de Pierre” cabofriense ampliou e consolidou o domínio francês no litoral sudeste, iniciado com o Forte Coligny no Rio de Janeiro, um ano antes.

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Fernando de Noronha

Por Aline Costa

 

  • Destino: Fernando de Noronha 
  • País: Brasil
  • Estado: Pernambuco
  • Ano de Fundação: 1988
  • Moeda: Real
  • Idioma Oficial: Português
  • Religião Predominante: Cristianismo
  • Regime de Governo: Democracia
  • Feriados Oficiais:
    01º de Janeiro – Confraternização Universal
    01º de Maio – Dia do Trabalho
    29º de Maio – Dia da Padroeira de Fernando de Noronha
    10º de Agosto – Descobrimento de Fernando de Noronha
    07º de Setembro – Independência do Brasil
    12º de Outubro – Nossa Sr .ªAparecida
    02º de Novembro – Finados
    15º de Novembro – Proclamação da República
    25º de Dezembro – Natal
  • Aeroporto : Fernando de Noronha (FER)
  • Cias que voam para o destino: Tam (JJ), Gol(G3), Trip (8R)
  • Princípais Pontos Turísticos:

FORTE DE NOSSA SENHORA DOS RÉMEDIOS
PRAIA DO CACHORRO
PRAIA DA CONCEIÇÃO
BAÍA DOS PORCOS
BAÍA DO SANCHO
BAÍA DOS GOLFINHOS
PRAIA DO LEÃO
PONTA DAS CARACAS
PRAIA DO BOLDRO

  • História: A ocupação de Fernando de Noronha é quase tão antiga quanto a do continente. Em decorrência da sua posição geográfica, o arquipélago foi uma das primeiras terras localizadas no Novo Mundo, registrada em carta náutica no ano de 1500 pelo cartógrafo espanhol Juan de La Cosa e em 1502 pelo português Alberto Cantino, neste com o nome “Quaresma”.
    Sua descoberta, em 1503, é atribuida ao navegador Américo Vespúcio, participante da segunda expedição exploratória às costas brasileiras, comandada por Gonçalo Coelho e financiada pelo fidalgo português Fernão de Loronha, cristão novo, arrendatário de extração de Pau-Brasil.   
    “O paraíso é aqui.” Assim Américo Vespúcio descreveu a Ilha em agosto de 1503, que chamou de São Lourenço . Quando abordou aquela ilha deserta em 10 de agosto, logo após o naufrágio da principal nau das seis que compunham a expedição. A carta que escreveu, a Lettera, é o primeiro documento relativo à Ilha, a qual chamava de São Lourenço, fala de “infinitas águas e infinitas árvores; aves muito mansas, que vinham comer às mãos; um boníssimo porto que foi bom para toda a tripulação”. Em decorrência da descoberta, em 1504, foi doada a Fernão de Loronha, que havia financiado a expedição. Foi a primeira Capitania Hereditária do Brasil, porém jamais ocupada pelo seu donatário.
    Abandonada por mais de dois séculos e situada na rota das grandes navegações, foi abordada por muitos povos, sendo ocupada temporariamente no século XVII por holandeses que a chamaram Pavônia e no século XVIII por franceses que a rebatizaram de Ile Delphine.
    Esse ponto vulnerável a invasões motivou a definitiva ocupação por Portugal, através da Capitania de Pernambuco, a partir de 1737, sendo construído o sistema defensivo com dez fortificações – “o maior sistema fortificado do século XVIII no Brasil” -, dentre os quais a Fortaleza de N.Sª dos Remédios. A maioria desses fortes estão de pé ainda hoje e dos demais restam evidências arqueológicas.
    Na mesma época, o Arquipélago transformava-se num Presídio Comum, para presos condenados a longas penas. Foram esses presidiários a mão-de-obra que ergueu todo o patrimônio edificado e o sistema viário que interliga vilas e fortes. O cruel regime possuía até mesmo solitárias e leitos de pedra, nos quais o prisioneiro mal podia se virar de lado.
    Por medida disciplinar, a fim de evitarem-se fugas e esconderijos de presos, desde essa época a vegetação original foi sendo derrubada, alterando o clima do arquipélago. Por essa razão, somente em alguns locais da ilha pode ser vista um pouco da cobertura vegetal original, como na Ponta da Sapata, na encosta do Morro do Pico e nos mirantes do Sancho, Baía dos Golfinhos e Praia do Leão.
    Cientistas ilustres visitaram o arquipélago em diversas épocas, como o naturalista Charles Darwin, pai da Teoria da Evolução das Espécies, em 1832. Todos foram atraídos pela sua grande biodiversidade e levantaram dados sobre o meio ambiente, descrevendo-o em trabalhos memoráveis. Também no século XIX, artistas como os franceses Debret e Laissaily registraram em tela a ocupação humana.
    Em 1938 o Arquipélago foi cedido à União, para a instalação de um Presídio Político. Em 1942, durante a II Guerra Mundial, criava-se o Território Federal Militar, juntamente com o Destacamento Misto de Guerra e a aliança com a Marinha norte-americana, que instalou na ilha uma Base de Apoio, com cerca de 300 homens.
    Nesse período, uma superpopulação de mais de 3.000 expedicionários condicionaram a construção de casas pré-moldadas, para abrigá-los. De 1942 a 1988, a ilha foi administrada por militares: Exército, até 1981; Aeronáutica, até 1986; e EMFA, até 1987. Ainda território federal passou para o MINTER, tendo o seu único Governador Civil. Nesse período, entre 1957 e 1965, houve uma nova presença americana, no Posto de Observação de Mísseis Teleguiados.
    Em 1988, por força da Constituinte, foi reintegrado ao Estado de Pernambuco, sendo hoje um Distrito Estadual. Também em 1988 foi criado o Parque Nacional Marinho, coexistindo, no espaço de 26 km², o PARNAMAR/FN e a Área de Proteção Ambiental estadual.
  • Você Sabia? Em 13 de dezembro de 2001, a UNESCO considerou o arquipélago sítio do patrimônio mundial natural, tendo o diploma sido entregue em 27 de dezembro de 2002. em 2003, comemorou-se 500 anos da entrada de fernando de noronha na história dos homens. 500 anos da sua primeira abordagem, de sua descrição, por um dos maiores navegadores da história, américo vespúcio.

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Caldas Novas

Por Aline Costa
 

  • Destino: Caldas Novas
  • País: Brasil
  • Estado: Goiás
  • Ano de Fundação: 1911
  • Moeda: Real
  • Idioma Oficial: Português
  • Religião Predominante: Cristianismo
  • Regime de Governo: Democracia           
  • População: 69 320 
  • Feriados Oficiais: 
  • 01º de Janeiro – Confraternização Universal
  • 01º de Maio – Dia do Trabalho  
  • 29º de Maio – Dia da Padroeira   
  • 23º de Junho – Corpus Christi
  • 26º de Julho – Sant’ana
  • 31º de Julho – Emancipação do Estado
  • 10º de Agosto – Descobrimento da Cidade
  • 07º de Setembro – Independência do Brasil
  • 12º de Outubro – Nossa Sr.ªAparecida
  • 15º de Outubro – Dia dos Professores
  • 24º de Outubro – Aniversário da Cidade
  • 02º de Novembro – Finados
  • 15° de Novembro – Proclamação da República
  • 25° de Dezembro – Natal
  • Aeroporto : Nélson Guimarães (CLV)     
  • Cias que voam para o destino: Trip (8R)
  • Principais Pontos Turísticos:

Parque das Fontes
Hot Park – Água Quente
Jardim Japonês
Clube Termal
Lagoa Quente
O Casarão
Parque Estadual Serra de Caldas
Rio  Quente

  • Informações Gerais: O município é conhecido por ser a maior estância hidrotermal do mundo, possuindo águas que brotam do chão em temperaturas que variam de 20° a 60°. A principal fonte de renda do município é o turismo. Na alta temporada, a cidade chega a comportar mais de 500 mil turistas. A estrutura da cidade conta com hotéis, pousadas, chalés, clubes, boates e bares. Uma outra grande atração de Caldas Novas é o ecoturismo, vez que a cidade encontra-se às margens do lago da represa de Corumbá e ao lado da Serra de Caldas.
  • História:  O município de Caldas Novas foi descoberto em 1722 por Bartolomeu Bueno da Silva Filho. Inicialmente pertencia a região de Santa Cruz, no sertão goiano, e que logo chamou a atenção de lavradores que identificaram nelas propriedades terapêuticas de alto valor. Martinho Coelho de Siqueira dirigiu um movimento de criação de um povoado para exploração das fontes, requerendo sesmaria. Em 1777, Martinho Coelho, enquanto caçava nas matas vizinhas, descobriu novas fontes às margens do Rio Pirapetinga, às quais deu o nome de Caldas de Pirapetinga, e outras às margens do Córrego Lavras, dando-lhes o nome de Caldas Novas.
    Após a morte de Martinho Coelho, seu filho, Antônio Coelho de Siqueira assumiu a administração da Fazenda das Caldas. Em 1818, recebeu a visita de Auguste de Saint Hilaire, e do então Governador de Goiás, Capitão General Fernando Delgado Leite de Castilho, que se curou de paralisia e reumatismo em suas águas, tornando-as ainda mais conhecidas. Em 1838, a pedido do diretor da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, veio até Goiás, o dr. Vicente Moretti Foggia, examinar as propriedades terapêuticas das águas da Fazenda das Caldas.
    Com a morte de Antônio Coelho, em 1848, Fazenda das Caldas, com todas as fontes, foi vendida a Domingos José Ribeiro, que em 27 de Janeiro de 1850, doou uma parte da fazenda, às margens do Córrego Lavras, para a construção da Igreja de Nossa Senhora do Desterro, a padroeira da cidade. A Igreja foi elevada à categoria de Freguesia em 1853, tendo como primeiro vigário, o Cônego José Olinta da Silva, que em 1857 substitui a padroeira por Nossa Senhora das Dores de Caldas Novas, que pertencia ao julgado de Santa Cruz, passando para Pouso Alto em 1869 e voltando ao primeiro em 1870, ano da criação da primeira escola, tendo como professor, Limírio Ribeiro Quinta.
    Em 1880, o Capitão Cândido Gonzaga de Menezes, filho de Luiz Gonzaga, desagregou Caldas Novas de Santa Cruz e anexou ao município de Vila Bela de Morrinhos. Em 1893, foi elevada a Distrito e criada uma agência dos Correios, tendo como primeira encarregada Maria Carlota S. Miguel. Em 5 de Julho de 1911 foi criado o município de Caldas Novas, levando sua sede à categoria de Vila em 21 de Outubro de 1911, à categoria de cidade em 21 de Junho de 1923 e Comarca de 1ª Entrância em 15 de Junho de 1937. Caldas Novas foi marcada pela última eleição que teve como vitória do candidato Ney Viturino(ex-vereador), que foi realizada na data de 17 de Fevereiro de 2008.

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Agra

Por Aline Costa
       

  • Destino: Agra
  • País: Índia
  • Estado: Uttar Pradesh
  • Ano de Fundação: 1566 
  • Moeda: Rúpia Indiana
  • Idioma Oficial: Indo-ariano-Indo-Européia
  • Outros Idiomas: Inglês, Dárdicas, Dravídica, Austro-Asiática e Tibeto-Birmanesa
  • Religião Predominante: Hinduísmo
  • População: 1.400.000
  • Regime de Governo: Parlamentarismo 
  • Feriados Oficiais:
    26º de Janeiro – Dia da República
    15º de Agosto – Dia da Independência
    04º de Agosto – Ganesha Festival
    02º de Outubro – Aniversário de Mahatma Gandhi
    30º de Novembro – Diwali
  • Aeroporto: Aeroporto de Agra Kheria (AGR)
    Principais Cias que voam para o destino: Air France (AF), British Air (BA), Qatar (QR), Emirates (EK), COntinental (CO), United (UA).
  • Principais Pontos Túristicos:

 Taj Mahal
Forte de Agra
Sikandra (Akbar’s Tomb)
Tumba de Itimad-ud-Daulah
Khas Mahal 
Musamman Burj
Birbal Bhavan
Akbar’s Mausoleum
Panch Mahal
Jardim das Uvas (Anguri Bagh)
Kaya Kalp Spa

  • Temperatura Média:
    Inverno: 16° C
    Verão: 33° C
  • Fuso horário em relação a Brasilia: +8h30min
  • Informações Gerais: A primavera é a estação mais quente da cidade, devido à maior proximidade com o sol e à falta das monções, que diminuem a temperatura no verão. Observa-se também uma elevação muito grande da temperatura entre Fevereiro e Maio, a temperatura se eleva em média 16°C entre esses meses. A primeira quinzena de junho é a época mais quente da cidade, depois disso as monções aliviam a temperatura.
  • História: Enquanto auge Agra foi a capital do império Mughal entre 1526 e 1658, a cidade foi fundada muito antes. A primeira referência a Agra está na épica antiga, o Mahabharata, enquanto Ptolomeu foi a primeira pessoa a chamar pelo seu nome moderno. A história registrada de Agra começa por volta do século 11, e durante os próximos 500 anos, a cidade mudou de mãos entre vários reis, tanto hindus e muçulmanos.
    Em 1506, o sultão Sikandar Lodi, o governante do sultanato de Deli, mudou a capital de Deli para Agra. Seu filho Ibrahim Lodi foi o último governante da dinastia Lodi, como ele foi derrotado em 1526 por Babur, o governante de Mughal em primeiro lugar, na batalha de Panipat. Agra caiu também, e se tornou a capital do Mughals, cujo domínio sobre Agra foi ininterrupta, exceto por um breve período entre 1540 e 1556.
    Em 1540, Sher Shah Suri derrubou Humayun se tornou o governante de grande parte do norte da Índia, incluindo Agra. Após a morte de Sher Shah Suri seus descendentes provaram desigual à tarefa de governar o reino, e Hemu, um general hindu de Suri se tornou o governante eficaz que viria a coroar-se rei Hemachandra Vikramaditya assim como o reino estava enfrentando um ataque do Mughals revigorado. Em 1556, Hemu seria derrotado e morto na segunda batalha de Panipat, e o Mughals recuperou Agra.
    Mughals foram grandes construtores. Babur construiu o Bagh Aram (jardim de relaxamento) modelado após o jardim do paraíso, onde acabou por ser enterrado após sua morte. Seu neto Akbar renovou o forte Agra e construiu a Fatehpur Sikri, uma cidade inteira só nos arredores de Agra. Ele também renomeou Agra depois a si mesmo, e a cidade era conhecida como Akbarabad enquanto ele estava nas mãos de Mughal. Neto de Akbar Shah Jehan daria Agra seu monumento mais famoso, o Taj Mahal, que é o mausoléu de sua amada esposa, Mumtaz Mahal. O Taj é construído em mármore branco. Demorou 20 anos para construir, e é hoje universalmente conhecida como um monumento ao amor. Diz a lenda que Shah Jehan queria uma réplica do Taj construído em mármore preto, que seria sua última morada. Não há apoio real para essa teoria, mas mesmo se fosse verdade, teria sido pouco provável que seja eventuated. Seu filho Aurangzeb era austero e piedoso, e não teve tempo ou inclinação para a ostentação de seus antepassados, preferindo gastar seu dinheiro em guerras no sul da Índia. Em qualquer caso, mesmo durante o reinado de Shah Jehan, que foi o período em que o império Mughal estava no auge, a construção do Taj colocar uma pressão sobre os recursos do império e causou uma min fome ao redor de Agra. Shah Jehan foi finalmente enterrado no Taj branco, ao lado de sua amada Begum.
    Shah Jehan, além de dar Agra sua maior reivindicação à fama, também foi responsável pelo início o seu declínio, como decidiu mudar sua capital para Shahjehanabad, o que hoje conhecemos como Old Delhi, em 1658. Embora Aurangzeb ordenou um movimento de volta, isso também foi de curta duração, como ele mudou sua sede para o sul para Aurangabad a ser foco em suas guerras. Agra diminuiu, assim como o Império Mughal. A cidade acabou por ser capturada pelos Marathas, que rebatizaram de volta para Agra.
    Em 1803, ficou sob os britânicos, que situa a Presidência de Agra, e quando a Índia conquistou a independência, a cidade foi incorporada ao estado de Uttar Pradesh, e não ganhou ainda a honra de ser a capital do estado, essa distinção vai para Lucknow, mais a leste. Agora é uma cidade turística, conhecida pela Taj e um par de outros monumentos. 
  • Você sabia? O Taj Mahal é um mausoléu situado em Agra, uma cidade da Índia é o mais conhecido dos monumentos do país. Encontra-se classificado pela UNESCO como Património da Humanidade. Foi recentemente anunciado como uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno em uma celebração em Lisboa no dia 7 de Julho de 2007. A obra foi feita entre 1630 e 1652 com a força de cerca de 20 mil homens, trazidos de várias cidades do Oriente, para trabalhar no sumtuoso monumento de mármore branco que o imperador Shah Jahan mandou construir em memória de sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, a quem chamava de Mumtaz Mahal (“A jóia do palácio”). Ela morreu após dar à luz o 14º filho, tendo o Taj Mahal sido construído sobre seu túmulo, junto ao rio Yamuna.
    Assim, o Taj Mahal é também conhecido como a maior prova de amor do mundo, contendo inscrições retiradas do Corão. É incrustado com pedras semipreciosas, tais como o lápis-lazúli entre outras. A sua cúpula é costurada com fios de ouro. O edifício é flanqueado por duas mesquitas e cercado por quatro minaretes.

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Foz do Iguaçu

Por Aline Costa

  • Destino: Foz do Iguaçu
  • País: Brasil
  • Estado: Paraná
  • Ano de Fundação: 1914
  • Moeda: Real
  • Idioma Oficial: Português
  • Religião Predominante: Cristianismo
  • Regime de Governo: Democracia
  • População: 256 081 
  • Feriados Oficiais:
    01º de Janeiro – Confraternização Universal
    01º de Maio – Dia do Trabalho
    10º de Junho – Aniversário do Município
    24º de Junho – Padroeiro da Cidade
    07º de Setembro – Independência do Brasil
    12º de Outubro – Nossa Sr .ªAparecida
    02º de Novembro – Finados
    15º de Novembro – Proclamação da República
    25º de Dezembro – Natal
  • Aeroporto : Aeroporto das Cataratas (IGU)
  • Principais Pontos Turísticos:

Cataratas do Iguaçu
Parque das Aves
Templo Budista
Marco das Três Fronteiras
Usina de Itaipu Binacional
Ecomuseu
Polo Astronômico
Espaço das Américas
Ponte da Amizade – BR/PY
Praia Artificial do Lago de Itaipu

  •  Informações Gerais: Foz do Iguaçu é um município brasileiro localizado no extremo oeste do estado do Paraná, do qual é o 7° mais populoso, com 256.081 habitantes, conforme o Censo de 2010. Integra uma área urbana com mais de 700 mil habitantes, constituída também por Ciudad del Este, no Paraguai e Puerto Iguazú, na Argentina, países com os quais a cidade faz fronteira. É o segundo destino de turistas estrangeiros no país e o primeiro da região sul. É conhecida internacionalmente pelas Cataratas do Iguaçu, uma das finalistas do concurso que escolheu as 7 Maravilhas da Natureza e pela Usina Hidrelétrica de Itaipu, a segunda maior do mundo, que em 1996 foi considerada uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno pela Sociedade Americana de Engenheiros Civis. A distância rodoviária até a capital do estado é de 643 km.
  • Historia: Pesquisas arqueológicas realizadas pela Universidade Federal do Paraná no espaço brasileiro do reservatório de Itaipu, antes de sua formação, situaram em 6.000 a.C. os vestígios da mais remota presença humana na região; vários grupos humanos sucederam-se ao longo dos séculos. Os últimos que precederam os europeus (espanhóis e portugueses) foram os índios. Em 1542, o espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca chegou ao rio Iguaçu e por ele seguiu guiado por índios Caingangues, atingindo as Cataratas e batizando o Paraguai. É registrado como o “descobridor” das Cataratas.
    Em 1881 Foz do Iguaçu recebeu seus dois primeiros habitantes: o brasileiro Pedro Martins da Silva e o espanhol Manuel González. Pouco depois chegaram os irmãos Goycochéa, que iniciaram a exploração da erva-mate. Oito anos após, foi fundada a colônia Militar na fronteira – marco do início da ocupação efetiva do lugar por brasileiros e do que viria a ser o município de Foz do Iguaçu.
    A expedição do Engenheiro e Tenente José Joaquim Firmino chegou a Foz do Iguaçu em julho de 1889. Foi levantada a população e identificadas 324 pessoas, em sua maioria paraguaios e argentinos. Mas havia também espanhóis e ingleses já presentes na região, dedicados à extração da erva-mate e da madeira, exportadas via rio Paraná.
    Em 22 de novembro do mesmo ano, o Tenente Antônio Batista da Costa Júnior e o Sargento José Maria de Brito fundaram a Colônia Militar, que tinha competência para distribuir terrenos a colonos interessados.
    No ano de 1897 foi criada a Agência Fiscal, chefiada pelo Capitão Lindolfo Siqueira Bastos. Ele Registrou a existência de apenas 13 casas e alguns ranchos de palha. Nos primeiros anos do século XX a população de Foz do Iguaçu chegou a aproximadamente 2.000 pessoas e o vilarejo dispunha de uma hospedaria, quatro mercearias, um rústico quartel militar, mesa de rendas e estação telegráfica, engenhos de açúcar e cachaça e uma agricultura de subsistência.
    Em 1910 a Colônia Militar passou à condição de “Vila Iguassu”, distrito do município de Guarapuava. Dois anos depois, o Ministro da Guerra emancipou a Colônia tornando-a um povoamento civil entregue aos cuidados do governo do Paraná, que criou então a Coletoria Estadual da Vila. Em 14 de março de 1914, pela Lei 1383, foi criado o município de Vila Iguaçu, instalado efetivamente no dia 10 de junho do mesmo ano, com a posse do primeiro prefeito – Jorge Schimmelpfeng – e da primeira Câmara de Vereadores. O município passou a denominar-se “Foz do Iguaçu” em 1918.
    A estrada que liga Foz do Iguaçu a Curitiba tomou sua primeira forma em 1920. Era precária e cheia de obstáculos. Na segunda metade da década de 1950 iniciou-se o asfaltamento da estrada que cortaria o Paraná de leste a oeste, ligando Foz do Iguaçu à Paranaguá, que foi inaugurada em 1969.
    A história do Parque Nacional do Iguaçu começa no ano de 1916, com a passagem por Foz do Iguaçu de Alberto Santos Dumont, o pai da aviação.
    No dia 28 de julho, através do decreto nº 63, foi declarada de utilidade pública com 1008 hectares e somente em 1939, por decreto do Presidente Getúlio Vargas, a área passou a ter 156.235,77 hectares.
    Em 1994 os decretos nº 6506 de 17 de maio e de nº 6587 de 14 de junho consolidam e ampliam a área do Parque Nacional dando-lhes os limites propostos pelo chefe da seção de Parques Nacionais; hoje os limites atuais são 185.000 hectares.
    Com a inauguração da Ponte Internacional da Amizade (Brasil – Paraguai) em 1965 e inauguração da BR-277, ligando Foz do Iguaçu a Curitiba e ao litoral, em 1969, Foz do Iguaçu teve seu desenvolvimento acelerado, intensificando seu comércio, principalmente com a cidade paraguaia de Ciudad del Este.
    A construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, iniciada na década de 1970, causou fortes impactos em toda a região, aumentando consideravelmente o contingente populacional de Foz do Iguaçu. Em 1960 o município contava com 28.080 habitantes, em 1970 com 33.970 e em 1980, 136.320 habitantes, registrando um crescimento de 385%. No último Censo de 2010 indicou uma população de 256.081 habitantes.

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