Valência

Por Aline Costa

  

  • Destino: Valência
  • País: Espanha
  • Ano de Fundação: 138 a.C                           
  • Moeda: Euro
  • Idioma Oficial: Castelhano
  • Religião Predominante: Católica
  • Regime de Governo: Monarquia
  • Feriados Oficiais:
  • 01° de Janeiro – Ano Novo
    06° de Janeiro – Dia de Reis Magos Do Reyes
    28° de Fevereiro – Dia da Andaluzia
    19° de Março – Dia de São José
    23° de Abril – Dia de Aragão
     01° de Maio – Dia do Trabalho
    15° de Agosto – Assunción de la Virgen
    09° de Outubro – Dia da Valência
    12° de Outubro – Dia da Hispanidade
    01° de Novembro – Dia de Todos os Santos
    06° de Dezembro – Dia da Constituição
    08° de Dezembro – Imaculada Concepção
    25° de Dezembro – Natal
    Números de Habitantes: 797 654            
  • Número de Aeroportos: 1
  • Aeroporto: Valência (VLC)          
  • Companhias que voam para o destino: Air France (AF), Klm (KL),Aerolineas (AR),American (AA),Lufthansa (LH),Tam (JJ).British Airways (BA),Tap (TP) ,Delta (DL),Alitalia (AZ),Iberia (IB),Swiss Air (LX),United (UA),Continental (CO)
  • Principais Pontos Turísticos:

Catedral de Valência
Monumento Miguelete
Instituto Valenciano de Arte Moderna
Museu de Belas Artes de Valência
Museu Taurino
Parque de Cabecera
Parque Gulliver
Cidade das Artes e das Ciências
Torres de Serranos
Mercado Central
Mercado de Colón
Museu Paleontológico
La Malvarrosa
Cabanyal
Pinedo

  • História: Em 138 a.C. Valência foi fundada, sob o nome de Valentia Edetanorum, pelos romanos, à época em que era cônsul Décimo Júnio Bruto Galaico. É, por isso, uma das mais antigas cidades da Espanha atual. Em meados do século I ocorria na cidade um considerável crescimento urbano, motivado pela existência de um porto, e já começava a formar-se uma primitiva comunidade cristã no início do século IV. No século V surgiram as primeiras ondas invasivas dos povos germânicos (especialmente dos visigodos), e os edifícios romanos adaptam-se progressivamente a uma cidade cristã. A cidade desenvolveu-se com a ocupação dos árabes, que a conquistaram no ano de 718. Valência era governada por Agréscio quando foi sitiada pelos invasores. Tanto Agréscio, o defensor, como Tariq, o atacante, sabiam que a situação era complexa e negociaram uma capitulação vantajosa para os cristãos, obtendo, tal como sucederia 500 anos depois no sentido inverso, a entrega da cidade aos sitiantes. Todos os habitantes puderam continuar a viver nas suas casas, com direito à prática da sua religião e à sua organização jurídica e administrativa, desde que aceitassem a autoridade política e militar dos conquistadores e o pagamento de impostos.
    Abd al-Allah, filho de Abd al-Raman I (primeiro emir de Córdova), instalou-se em Balansiya (nome de Valência em árabe), e exerce um governo autónomo na área de Valência. Este traz para a cidade a sua língua, religião e costumes, que convivem com a dos habitantes originais, os moçárabes, que eram herdeiros da cultura hispanovisigoda e tinham como religião o cristianismo e como língua o moçárabe.
    Começou o reino da Taifa de Valência pelos descendentes de Almançor. Foi a época de máximo esplendor da cidade, onde se criaram sistemas de rega, se desenvolveu a agricultura e aumentou o comércio com as regiões cristãs.
    Fazendo parte da conquista da taifa de Balansiya, em 1238 o rei da Coroa de Aragão, Jaime I, conquistou a cidade com a ajuda de tropas da Ordem de Calatrava. Realizou-se a divisão das terras como ficou testemunhado no Llibre del Repartiment. Foi nessa época que se assistiu a um grande desenvolvimento das áreas comerciais e artesanais. Em 1251 criaram-se os Furs de Valência (els Furs) que anos depois se tornariam estendidos ao resto do Reino de Valência.
    Em 1348 a Peste Negra e sucessivas epidemias dizimaram a população da cidade enquanto estalava uma revolta popular contra os excessos do rei, a guerra da União. Em 1356, foram construídas novas muralhas, ampliando a superfície da cidade. Em 1363 e 1364 a cidade repele por duas vezes o assalto das tropas castelhanas. Como prémio, o Rei Pedro, o Cerimonioso concede à cidade o título de “Duas vezes leal”, que está representado pelos dois LL que ostenta o seu escudo.
    Em 1391 os cristãos assaltam o bairro judaico, e obrigam os judeus a converter-se ao cristianismo. Em 1456 os árabes de Valência sofrem a mesma sorte. Valência foi capital de um dos dois Governos em que se dividia o reino: o de Valência e o de Orihuela.
    No século XV, Valência atingiu o seu máximo esplendor com a atividade comercial e financeira, possibilitando um importante desenvolvimento urbanístico e cultural. Surgiram conventos, hospitais e jardins, dentro e fora da muralha. Nesta altura, foi construída em estilo gótico e dentro do recinto amuralhado La Loja.
    Esse período é conhecido como o Século de Ouro Valenciano. É acompanhado de um crescimento demográfico que colocou a cidade como a mais povoada na Coroa de Aragão. É reativado o comércio com a criação da Taula de canvis, e com a construção da Loja da Seda e dos Mercaderos (1482).
    Em princípios do século XVIII, durante a Guerra de Sucessão Espanhola (Os Bourbons contra os Austriacistas), o Reino de Valência alinhou-se com o Arquiduque Carlos de Áustria. Depois da vitória dos Bourbons na batalha de Almansa, em 25 de abril de 1707, e como castigo, os furs de Valência foram derrogados, e introduziu-se o direito castelhano como lei básica mediante os Decretos do novo plano, promulgados por Filipe V. Deste modo o Rei mudou a capital do reino para Orihuela como modo de ultrajar a cidade, e ordenou que se reunisse a Audiência com o Vice-Rei de Valência, o Cardeal Luis de Belluga, bispo de Cartagena. O Cardeal Belluga opôs-se à mudança de capital tendo em conta a proximidade de Orihuela como centro religioso, cultural e recentemente político em relação a Múrcia (capital de outro Vice-reino e de diocese). Tendo ainda em atenção o seu ódio por Orihuela a qual bombardeou e saqueou incessantemente durante a Guerra de Sucessão Espanhola, abandonou o Vice-Reino de Valência como meio de protestar junto do Rei Filipe V que finalmente devolveu o estatuto de capital a Valência.
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