Fernando de Noronha

Por Aline Costa

 

  • Destino: Fernando de Noronha 
  • País: Brasil
  • Estado: Pernambuco
  • Ano de Fundação: 1988
  • Moeda: Real
  • Idioma Oficial: Português
  • Religião Predominante: Cristianismo
  • Regime de Governo: Democracia
  • Feriados Oficiais:
    01º de Janeiro – Confraternização Universal
    01º de Maio – Dia do Trabalho
    29º de Maio – Dia da Padroeira de Fernando de Noronha
    10º de Agosto – Descobrimento de Fernando de Noronha
    07º de Setembro – Independência do Brasil
    12º de Outubro – Nossa Sr .ªAparecida
    02º de Novembro – Finados
    15º de Novembro – Proclamação da República
    25º de Dezembro – Natal
  • Aeroporto : Fernando de Noronha (FER)
  • Cias que voam para o destino: Tam (JJ), Gol(G3), Trip (8R)
  • Princípais Pontos Turísticos:

FORTE DE NOSSA SENHORA DOS RÉMEDIOS
PRAIA DO CACHORRO
PRAIA DA CONCEIÇÃO
BAÍA DOS PORCOS
BAÍA DO SANCHO
BAÍA DOS GOLFINHOS
PRAIA DO LEÃO
PONTA DAS CARACAS
PRAIA DO BOLDRO

  • História: A ocupação de Fernando de Noronha é quase tão antiga quanto a do continente. Em decorrência da sua posição geográfica, o arquipélago foi uma das primeiras terras localizadas no Novo Mundo, registrada em carta náutica no ano de 1500 pelo cartógrafo espanhol Juan de La Cosa e em 1502 pelo português Alberto Cantino, neste com o nome “Quaresma”.
    Sua descoberta, em 1503, é atribuida ao navegador Américo Vespúcio, participante da segunda expedição exploratória às costas brasileiras, comandada por Gonçalo Coelho e financiada pelo fidalgo português Fernão de Loronha, cristão novo, arrendatário de extração de Pau-Brasil.   
    “O paraíso é aqui.” Assim Américo Vespúcio descreveu a Ilha em agosto de 1503, que chamou de São Lourenço . Quando abordou aquela ilha deserta em 10 de agosto, logo após o naufrágio da principal nau das seis que compunham a expedição. A carta que escreveu, a Lettera, é o primeiro documento relativo à Ilha, a qual chamava de São Lourenço, fala de “infinitas águas e infinitas árvores; aves muito mansas, que vinham comer às mãos; um boníssimo porto que foi bom para toda a tripulação”. Em decorrência da descoberta, em 1504, foi doada a Fernão de Loronha, que havia financiado a expedição. Foi a primeira Capitania Hereditária do Brasil, porém jamais ocupada pelo seu donatário.
    Abandonada por mais de dois séculos e situada na rota das grandes navegações, foi abordada por muitos povos, sendo ocupada temporariamente no século XVII por holandeses que a chamaram Pavônia e no século XVIII por franceses que a rebatizaram de Ile Delphine.
    Esse ponto vulnerável a invasões motivou a definitiva ocupação por Portugal, através da Capitania de Pernambuco, a partir de 1737, sendo construído o sistema defensivo com dez fortificações – “o maior sistema fortificado do século XVIII no Brasil” -, dentre os quais a Fortaleza de N.Sª dos Remédios. A maioria desses fortes estão de pé ainda hoje e dos demais restam evidências arqueológicas.
    Na mesma época, o Arquipélago transformava-se num Presídio Comum, para presos condenados a longas penas. Foram esses presidiários a mão-de-obra que ergueu todo o patrimônio edificado e o sistema viário que interliga vilas e fortes. O cruel regime possuía até mesmo solitárias e leitos de pedra, nos quais o prisioneiro mal podia se virar de lado.
    Por medida disciplinar, a fim de evitarem-se fugas e esconderijos de presos, desde essa época a vegetação original foi sendo derrubada, alterando o clima do arquipélago. Por essa razão, somente em alguns locais da ilha pode ser vista um pouco da cobertura vegetal original, como na Ponta da Sapata, na encosta do Morro do Pico e nos mirantes do Sancho, Baía dos Golfinhos e Praia do Leão.
    Cientistas ilustres visitaram o arquipélago em diversas épocas, como o naturalista Charles Darwin, pai da Teoria da Evolução das Espécies, em 1832. Todos foram atraídos pela sua grande biodiversidade e levantaram dados sobre o meio ambiente, descrevendo-o em trabalhos memoráveis. Também no século XIX, artistas como os franceses Debret e Laissaily registraram em tela a ocupação humana.
    Em 1938 o Arquipélago foi cedido à União, para a instalação de um Presídio Político. Em 1942, durante a II Guerra Mundial, criava-se o Território Federal Militar, juntamente com o Destacamento Misto de Guerra e a aliança com a Marinha norte-americana, que instalou na ilha uma Base de Apoio, com cerca de 300 homens.
    Nesse período, uma superpopulação de mais de 3.000 expedicionários condicionaram a construção de casas pré-moldadas, para abrigá-los. De 1942 a 1988, a ilha foi administrada por militares: Exército, até 1981; Aeronáutica, até 1986; e EMFA, até 1987. Ainda território federal passou para o MINTER, tendo o seu único Governador Civil. Nesse período, entre 1957 e 1965, houve uma nova presença americana, no Posto de Observação de Mísseis Teleguiados.
    Em 1988, por força da Constituinte, foi reintegrado ao Estado de Pernambuco, sendo hoje um Distrito Estadual. Também em 1988 foi criado o Parque Nacional Marinho, coexistindo, no espaço de 26 km², o PARNAMAR/FN e a Área de Proteção Ambiental estadual.
  • Você Sabia? Em 13 de dezembro de 2001, a UNESCO considerou o arquipélago sítio do patrimônio mundial natural, tendo o diploma sido entregue em 27 de dezembro de 2002. em 2003, comemorou-se 500 anos da entrada de fernando de noronha na história dos homens. 500 anos da sua primeira abordagem, de sua descrição, por um dos maiores navegadores da história, américo vespúcio.
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