Belém

 Por Marie Melo

  • Destino: Belém
  • Estado: Pará
  • Ano de Fundação: 1616
  • Moeda: Real
  • Idioma Oficial: Português
  • Religião Predominante: Católica
  • Regime de governo: Democracia
  • Feriados Oficiais:
    01º de Janeiro – Confraternização Universal
    21º de Abril – Tiradentes
    22º de Abril – Sexta Feira Santa 
    01º de Maio – Dia do Trabalho
    23º de Junho – Corpus Christi
    07º de Setembro – Independência do Brasil
    12º de Outubro – Nossa Senhora Aparecida
    02º de Novembro – Dia de Finados
    15º de Novembro – Proclamação da República
    25º de Dezembro – Natal
  • Número de Habitantes: 1.392.031
  • Número de Aeroportos: 1
  • Aeroporto: Internacional Val de Cans (BEL)
  • Companhias que voam para o destino: Tam (JJ), Azul (AD), Gol (G3)
  • Principais pontos turísticos:

Estação das Docas
Lago de Tucuruí
Salinópolis

  • Temperatura média:
    Verão: 26°C
    Inverno: 24°C
  • Fuso horário com relação a Brasília: 0 hora
  • História: A região onde Belém se localiza era ocupada pelos índios Tupinambás. O estabelecimento do núcleo da cidade remonta à conquista da foz do Rio Amazonas, fundamental para a defesa da Amazônia por parte de Portugal. No ponto estratégico escolhido para se estabelecer a defesa do território foi fundado, em 12 de janeiro de 1616, o Forte do Castelo do Senhor Santo Cristo do Presépio de Belém, hoje, conhecido como Forte do Castelo. 
    O povoado que se formou ao redor do forte foi denominado, inicialmente, de Feliz Lusitânia. Depois, chamou-se Santa Maria do Grão Pará, Santa Maria de Belém do Grão Pará e, finalmente, Belém do Pará.
    No início do século XVIII, a corte portuguesa embarcava em direção ao Brasil, numa viagem que mudaria completamente o rumo da nossa história. A família real foi parar no Rio de Janeiro, embora Belém tenha se preparado para recebê-la. Entre 1835 e 1840, a cidade explodiu em um sangrento movimento popular independentista: a Cabanagem. Desde a emancipação política do Brasil, em 1822, o Grão-Pará vivia um clima tenso. Distante das decisões do sul do país e fortemente ligada a Portugal, Belém somente reconheceu a Independência do Brasil em 15 de agosto de 1823, quase um ano após a sua proclamação.
    A independência não provocara mudanças na estrutura econômica nem modificara as más condições em que vivia a maior parte da população: índios, negros e mestiços.
    Em janeiro de 1835, os cabanos dominaram Belém e executaram o governador, Lobo de Sousa, e outras autoridades. O primeiro governador cabano foi o fazendeiro Félix Antonio Malcher, que, fiel ao imperador, foi, também, executado e substituído por Francisco Vinagre. O Governo Regencial retomou Belém. Eduardo Angelim assumiu a liderança dos cabanos, mas a guerra já estava perdida.
    Apesar do reconhecimento, por parte do Pará, da independência do Brasil, Portugal continuou mandando no estado. Navios de madeira de lei partiam rotineiramente com destino a Lisboa. Somente na década de 1970, com a construção da Rodovia Belém-Brasília, isso acabou.
    No chamado Ciclo da Borracha, entre o final do século XIX e começo do século XX, Belém passou a ter grande importância comercial no cenário internacional e ficou conhecida como Paris N’América. Neste período, foram construídos importantes prédios da cidade, como o Palácio Lauro Sodré, o Teatro da Paz, o Palácio Antônio Lemos e o Mercado do Ver-o-Peso, entre outros.
    Paralelamente, chegavam ao Pará levas de imigrantes portugueses, chineses, franceses, japoneses, espanhóis e outros grupos menores, com a finalidade de desenvolverem a agricultura na zona bragantina. Particularmente, os japoneses transformaram o Pará num dos maiores exportadores mundiais de pimenta do reino, a mais nobre das especiarias da Índia.
    Assim se compôs a rica cultura paraense, na qual predominam os traços das culturas portuguesa e indígena amazônida.
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