Rio Branco

Por Marie Melo 

  • Destino: Acre
  • Pais: Brasil
  • Ano de Fundação: 1882
  • Moeda: Real
  • Idioma Oficial: Português
  • Religião Predominante: Católica
  • Regime de governo: Democracia
  • Feriados Oficiais:
    01º de Janeiro – Confraternização Universal
    20º de Janeiro – Dia de São Sebastião
    21º de Abril – Tiradentes
    22º de Abril – Sexta Feira Santa
    28° de Abril – Aniversário da Cidade
    01º de Maio – Dia do Trabalho
    31º de Maio – Dia de N. S. Do Perpétuo
    23º de Junho – Corpus Christi
    15º de Agosto – Dia de Santa Raimunda do Bonsucesso
    07º de Setembro – Independência do Brasil
    12º de Outubro – Nossa Senhora Aparecida
    02º de Novembro – Dia de Finados
    15º de Novembro – Proclamação da República
    25º de Dezembro – Natal
  • Número de habitantes: 335.796
  • Número de aeroportos: Aeroporto Internacional Plácido de Castro (RBR)
  • Companhias que voam para o destino: Tam, (JJ), Gol (G3), Trip (P4)
  • Principais pontos turísticos:

Museu da Borracha
Parque Ambiental Chico Mendes
Casa do Seringueiro Chico Mendes
Obelisco aos Heróis da Revolução Acreana
Mercado Velho

  • Temperatura Média:
    Verão: 31°C
    Inverno: 21°C
  • Fuso horário em relação a Brasília: -2 horas
  • História: A história do Acre começa a se definir em 1895 quando uma comissão demarcatória foi encarregada de definir limites entre Brasil e Bolívia, com base no Tratado de Ayacucho, de 1867.
    No processo demarcatório foi constatado, no ponto inicial da linha divisória entre os dois países (nascente do Javari) que a Bolívia ficaria com uma região rica em látex, na época ocupada por brasileiros. Reconhecida legalmente a fronteira Brasil-Bolívia, em 12 de setembro de 1898 a Bolívia quis tomar posse da região então ocupada por seringueiros brasileiros, na vila de Xapuri. Os brasileiros não aceitaram e obrigaram os bolivianos a se retirar da região.
    No início de 1899 desembarcou em Puerto Alonso o ministro boliviano, Dom José Paravicini, com apoio do governo brasileiro, impôs decretos, inclusive o de abertura dos rios amazônicos ao comércio internacional, cobrou altos impostos sobre a borracha, demarcou seringais e oprimiu os nativos da região. O período dessa atuação ficou na história como os “Cem dias de Paravicini”
    A insurreição Acreana ganha seu primeiro ensaio em 1º de maio de 1899, quando seringalistas se reúnem no seringal Bom Destino, de Joaquim Vitor, liderados pelo jornalista José Carvalho e decidem lutar contra o domínio boliviano, O momento coincidia com a viagem de Paravivini para Belém. O Delegado que o substituía, Moisés Santivanez foi expulso. Começava a Revolução Acreana. Sem armas ou tiros, os revolucionários brasileiros restabeleceram o domínio e criaram a Junta Central Revolucionária.
    Em 03 de junho de 1899 entra no cenário da Revolução do Acre o Jornalista espanhol Luis Galvez, que denuncia nos jornais paraenses uma aliança entre Bolívia e Estados Unidos. Os EUA apoiariam militarmente os bolivianos em caso de guerra contra o Brasil.
    Enquanto o governo brasileiro continuava reconhecendo os direitos da Bolívia sobre a região, revolucionários decidem pela fundação do Estado Independente do Acre.
    Os revolucionários, em 14 de julho de 1899 – escolhida por ser a data de aniversário da Queda da Bastilha durante a Revolução Francesa, concretizam a criação do Estado Independente do Acre, com capital na Cidade do Acre, antes chamado Puerto Alonso. Luis Galvez, não poderia ser diferente, foi aclamado presidente do novo país.
    Galvez buscou o reconhecimento internacional, elaborou legislação, mas também desagradou seringalistas, aviadores e exportadores e acabou sendo deposto em 28 de dezembro de 1899 pelo seringalista Antônio de Souza Braga, que não se garantiu no comando e devolveu o posto a Galvez, em 30 de janeiro de 1900. Em 15 de março de 1900 o governo federal enviou força da marinha brasileira para o Acre. Galvez foi destituído e o Acre voltou ao domínio Boliviano.
    O governo do Amazonas também tinha pretensões de anexar o Acre ao estado e decidiu financiar a expedição Floriano Peixoto ou Expedição dos Poetas, que levou para a área boêmios e profissionais liberais de Manaus. Em 29 de dezembro de 1900, em Puerto Alonso, os poetas foram derrotados.
    Em 11 de julho de 1901 a Bolívia assina contrato de arrendamento do Acre com capitalistas norte-americanos e ingleses, que chegaram para instalar o Bolivian Syndicate, para a opinião pública uma ameaça à soberania nacional. O governo federal finalmente percebe os riscos e possíveis perdas e interfere, salvando a Amazônia do domínio imperialista.
    Com novo apoio do governo do Amazonas seringueiros e seringalistas revolucionários partiram mais uma vez para a luta em 6 de agosto de 1902, em Xapuri. A luta armada se estendeu até 24 de janeiro de 1903, data de retomada do poder aos brasileiros e reinstalação do Estado Independente do Acre.
    Com a substituição, na República brasileira, de Campos Sales (1898/1902) por Rodrigues Alves (1902/1906) muda a postura do governo federal sobre o assunto. A partir das negociações do Ministro das Relações Exteriores foi estabelecido o Tratado de Petrópolis, em 17 de novembro de 1903, que anexava o Acre ao Brasil.
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